As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), através dos seus três ramos, nomeadamente, Exército, Força Aérea e Marinha de Guerra, em coordenação com o Serviço Cívico de Moçambique (SCM), têm levado a cabo operações de resgate, busca e salvamento, bem como acções de mitigação dos efeitos das cheias que afectam vários distritos das províncias de Maputo e Gaza, na presente época chuvosa.

No distrito de Boane, província de Maputo, continuam em curso as operações de busca e salvamento nas zonas do Bloco 2 e de Mazambanine, na sequência do aumento significativo do caudal do rio Umbelúzi.

Apesar de se registar uma redução gradual do nível das águas, mantém-se elevada a procura de travessia por parte da população local, em virtude do condicionamento da circulação de pessoas e bens.

A intervenção das FADM, através da Unidade Nacional de Protecção Civil (UNAPROC), visa garantir a travessia segura da população, minimizando o isolamento provocado pelo galgamento da ponteca de Mazambanine, que liga a vila de Boane à Estação de Tratamento de Águas do Umbelúzi.

A presença militar no terreno resulta do alerta emitido pelo Governo que anunciou o descarregamento da barragem dos Pequenos Libombos, com o aumento do volume de água libertado de 50 para 120 metros cúbicos por segundo. Para responder à emergência, a UNAPROC mobilizou duas embarcações de pequeno porte, que asseguram diariamente a travessia de cerca de 600 pessoas, entre as 06h00 e as 17h30.

Paralelamente, a Marinha de Guerra de Moçambique mantém uma presença reforçada nas zonas mais críticas afectadas pelas cheias, com destaque para o distrito da Manhiça, incluindo os postos administrativos de Buna, 3 de Fevereiro, Ilha Josina e Xinavane. No dia 21 de Janeiro de 2026, a Marinha resgatou 205 pessoas, entre adultos, jovens e crianças, vítimas das inundações provocadas pelo aumento do caudal do rio Incomáti, que afecta igualmente as províncias de Maputo e Gaza.